quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Sonhos


Sonhos

Uma das minhas preocupações quando resolvi escrever um blog de culinária era se eu teria conteúdo, digo, receitas suficientes do meu repertório pessoal para sustentar postagens que gerassem interesse para meus leitores.

Pois passados pouco mais de 6 anos, o Caldeirão acumula por volta de 700 receitas. Algumas são antigas de família, ou de amigos, ou de pesquisas, ou de livros. Esse universo de inspiração ao que tudo indica é inesgotável. Cada vez me surpreendo e assimilo novas técnicas, preparos, dicas, combinações. Por isso cozinhar é tão atraente. Nunca se sabe tudo, há sempre o que aprender.

Mas voltando ao ponto que queria chegar. Lá em 2010, nos primórdios desse humilde blog, havia me proposto a compartilhar principalmente receitas que fazem ou haviam feito parte da minha história pessoal, familiar ou memórias afetivas. Curiosamente (e afastando definitivamente meu receio de não ter o que postar) ainda guardo receitas que copiei do caderno da minha mãe e que até hoje não havia postado.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Bolo (sobre)natural da Bruxa

Bolo Sobrenatural

"Você é o que você come" é uma frase- conceito bem difundida nos dias de hoje e imagino que não cause muitas controvérsias a esse respeito. 

A questão é, por que você come o que você come e, consequentemente - pela teoria da frase citada - define o que você é? Arriscaria a tecer minhas considerações, a saber:

1) fator geográfico/ econômico: o seu país de origem (e mesmo dentro dele, sua região) e sua condição financeira
2) fator sócio/ cultural: suas origens, sua cultura local e a de seus antepassados, da qual você mantém alguns hábitos tradicionalmente. Ex.: quem nasce e vive no Brasil, mas tem ascendência europeia tem uma alimentação que pode vir a ser diferente de outra cuja ascendência é asiática
3) suas predileções pessoais: por que algumas pessoas optam por determinadas dietas alimentares às vezes muito diferentes de outras de uma mesma família (e aí, no caso, seriam pertencentes ao mesmo grupo dos fatores 1 e 2) 

domingo, 16 de outubro de 2016

Pão Flor com goiabada ~World Bread Day 2016

Pão flor com goiabada

Pão é sinônimo de alimento. É súplica de oração - "o pão nosso de cada dia nos dai hoje". É talvez o mais antigo preparo da humanidade, quando passamos de nômades caçadores-coletores a agricultores sedentarios.

Praticamente toda cultura na face da terra tem seu tipo de pão, ou algo que possa ser chamado dessa maneira. Há uma simplicidade na mistura basicamente de farinha, levedo e água até transmutá-los em algo belo e poderoso, capaz de saciar a fome de um povo.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Pãezinhos de minuto semi integrais


Scones integrais


Essa talvez seja a postagem mais rápida do Caldeirão, digo entre executar a receita, fotografar, editar e postar.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Layer Cake para meu aniversário



Layer Cake


Já comentei algumas vezes que não sou cozinheira profissional e nunca fiz nenhum curso de formação. Sinceramente, se tivesse que escolher, faria de confeitaria, que é minha paixão.

Apesar disso gosto de me arriscar. A liberdade que essa "não formação" me dá, de certa maneira, tira aquele receio da crítica, afinal - penso eu - se errar, não podem me julgar porque sou amadora, certo?

A internet abre um leque de informações para pessoas como eu. São receitas, tutoriais, dicas pra quem quer e sabe aproveitar. Dá para enriquecer seu repertório sem gastar nada, ou quase nada.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Sobre ciclos e o meu aniversário



Nasci no dia 8 do mês 8 às 8 horas e 8 minutos há 53 anos ( 5 + 3 = 8). Sempre que acontecem essas datas de aniversário cuja soma dá 8, eu e essa minha cabeça pirada imaginativa achamos que algum portal mágico irá se abrir para essa bruxa definitivamente passar desse para outro estágio. Enfim, o que será, será...

Brincadeiras à parte, de uns tempos pra cá, completar mais um ano de vida tem me feito mais reflexiva sobre algumas questões. Outro dia mesmo estava pensando sobre esses ciclos numa escala mais transpessoal. A natureza tem estações do ano, fluxo das marés, fases da lua e só o ser humano acha que pode ter controle sobre sua vida e atribui a si todo o mérito (ou infortúnio) que essa lhe reserva.

Sempre achei que existem coisas que não temos o menor controle sobre elas - também conhecidas por destino - e que o livre arbítrio é só uma questão de como lidamos com isso. Claro, existem graus de relevância nos fatos que compõem nossa existência nessa aventura terrena. Poderia arbitrar uma escala da menor para a maior importância tipo: 1) para aquelas coisas bem corriqueiras, como a roupa que vamos vestir ou o que fazer para o jantar 2) se vamos começar uma dieta ou trocar de carro 3) mudar de emprego ou cidade. Até aqui temos um poder de escolha aparentemente sem nenhuma mão do destino mas, aí chegamos no grau 4) se vamos ou não ter filhos, que por mais que você ache que está no comando da decisão, sempre têm fatores que podem impedir se você quer tê-los ou surpreender se você não quiser; e o último 5) aquele que não temos nenhum controle, o que diz respeito às perdas inevitáveis. 

É sobre esses últimos estágios que falei que acredito que o nosso poder de decisão (ou livre arbítrio) está em como reagimos quando a vida nos traz algo que não estávamos esperando. Se encaramos com resignação e aceitamos como parte do pacote que faz parte do nosso aprendizado ou se nos rebelamos e entramos num processo auto destrutivo ou depressivo.

Quero contar algo que li em um post nas redes sociais. Resumidamente era como saber "suportar a noite". Simbolicamente fazia uma comparação com o dia que sempre chega após o período da escuridão. Que nesse tempo, a nossa virtude é saber que só podemos contar com nós mesmos com nossa firmeza e paciência. A luz chegará, independentemente de quão longa, escura ou aparentemente interminável foi a noite. Chegará mesmo que por momentos pareça que durará para sempre. Esse é o ciclo natural, a alternância do ruim e do bom, do pesado e do leve, do pesar e do prazer.

Os ciclos que a natureza nos apresenta são para nos dar uma prova de que às vezes o refluxo da maré é importante para que ela ganhe impulso na sua cheia. Que a lua nova em alguns dias estará exuberante e clara novamente. Os sábios dizem: não há mal que sempre dure, nem bem que nunca termine.

Nós, brasileiros, estamos gastos e desencantados da nossa noite longa e fria. Que simbolicamente esses jogos Olímpicos no nosso país sejam uma retomada da nossa alegria, esperança, fé e garra. Que saibamos nos valorizar como uma nação forte, corajosa, que clama por paz e justiça.  

Pois nesse meu aniverário, o presente que estou dando a mim mesma, é começar a notar os primeiros brilhos da aurora...


(a receita do bolo da foto será postada em breve)