quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Salada de lentilhas com cebolas caramelizadas e ervas e Ano Novo, de novo!

Salada de lentilhas e cebolas caramelizadas


Diria que foi no mínimo curiosa a única vez que passei um Reveillon fora do Brasil. Foi no Hemisfério Norte - fazia frio - e ficamos nós e uma multidão em uma praça, a tal da mais badalada, da cidade para a contagem regressiva para o ano novo. Parecia que aquele povo só iria embora dali ao raiar do dia, tamanha aparente empolgação de apitos e reco-recos. Pois juro que passados uns 10 minutos após a meia noite não havia mais ninguém. 

Certo que é pleno verão no nosso país nessa época e talvez isso dê uma animação extra às pessoas para comemorarem mais. Mas o fato é que depois daquela experiência comecei a valorizar mais os nossos rituais de passagem de ano. Em um bom idioma "brasileiro", nossas "mandingas" (tentando explicar o significado dessa palavra: pequenos atos que acreditamos serem responsáveis por nos ajudar a obter algo que almejamos) são parte do charme e cultura que nos faz como somos, brasileiros sim senhor!

Aqui vale desde vestir branco, roupa íntima nova (e cada cor dessa tem um foco específico), pular 7 ondas na praia, guardar um folhinha de louro na carteira, comer uvas, romãs, lentilhas e por aí vai. Acreditamos que esses rituais, ou mandingas nos trarão paz, sorte, dinheiro, saúde, amor, amizade....

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Ovos Nevados e o Espírito Natalino



Ovos Nevados


Essa época do ano me faz mais reflexiva do que já habitualmente sou - como se isso fosse possível. Seriam os apelos das propagandas para venda de presentes, ou as campanhas humanitárias, o frenesi da renovação para o próximo ano (não sem antes fazer um balanço desse que estamos), sempre almejando nos tornarmos melhores do que fomos, ou somos, enfim. 

Os sentimentos fáceis afloram em profusão. Abraçamos mais quem vemos sempre como se precisássemos demonstrar mais ainda nosso carinho e amor. Coisa que podemos fazer em outros momentos do ano, mas no Natal parece fazer mais sentido, ou mais necessário.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Trança fácil de maçãs e passas




Trança fácil de maçãs e passas


Quem me acompanha sabe o quanto adoro fazer pães. Mesmo tendo começado cedo - e já são 38 anos de "amassa a massa" - não me considero uma expert. Quem gosta de panificação sabe que quando mais se aprende parece que menos se sabe.

Mas uma coisa posso me vangloriar. Sei reconhecer uma boa receita quando a vejo. Até hoje tive poucas decepções e essa receita não é uma delas. Já tinha feito (e adorado) >ESSA RECEITA< do Instagram da Renata, o apetitoso e lindo @goriahuk

Vi a postagem dela e me animei a fazer. Pois a massa é ótima. Aliás, postei um videozinho com a "fofância" dela lá no meu perfil do Instagram @blogcaldeiraobruxasolar. Faço um convite para quem ainda não conhece e se gostar e quiser me seguir, ficarei muito feliz.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Sonhos


Sonhos

Uma das minhas preocupações quando resolvi escrever um blog de culinária era se eu teria conteúdo, digo, receitas suficientes do meu repertório pessoal para sustentar postagens que gerassem interesse para meus leitores.

Pois passados pouco mais de 6 anos, o Caldeirão acumula por volta de 700 receitas. Algumas são antigas de família, ou de amigos, ou de pesquisas, ou de livros. Esse universo de inspiração ao que tudo indica é inesgotável. Cada vez me surpreendo e assimilo novas técnicas, preparos, dicas, combinações. Por isso cozinhar é tão atraente. Nunca se sabe tudo, há sempre o que aprender.

Mas voltando ao ponto que queria chegar. Lá em 2010, nos primórdios desse humilde blog, havia me proposto a compartilhar principalmente receitas que fazem ou haviam feito parte da minha história pessoal, familiar ou memórias afetivas. Curiosamente (e afastando definitivamente meu receio de não ter o que postar) ainda guardo receitas que copiei do caderno da minha mãe e que até hoje não havia postado.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Bolo (sobre)natural da Bruxa

Bolo Sobrenatural

"Você é o que você come" é uma frase- conceito bem difundida nos dias de hoje e imagino que não cause muitas controvérsias a esse respeito. 

A questão é, por que você come o que você come e, consequentemente - pela teoria da frase citada - define o que você é? Arriscaria a tecer minhas considerações, a saber:

1) fator geográfico/ econômico: o seu país de origem (e mesmo dentro dele, sua região) e sua condição financeira
2) fator sócio/ cultural: suas origens, sua cultura local e a de seus antepassados, da qual você mantém alguns hábitos tradicionalmente. Ex.: quem nasce e vive no Brasil, mas tem ascendência europeia tem uma alimentação que pode vir a ser diferente de outra cuja ascendência é asiática
3) suas predileções pessoais: por que algumas pessoas optam por determinadas dietas alimentares às vezes muito diferentes de outras de uma mesma família (e aí, no caso, seriam pertencentes ao mesmo grupo dos fatores 1 e 2) 

domingo, 16 de outubro de 2016

Pão Flor com goiabada ~World Bread Day 2016

Pão flor com goiabada

Pão é sinônimo de alimento. É súplica de oração - "o pão nosso de cada dia nos dai hoje". É talvez o mais antigo preparo da humanidade, quando passamos de nômades caçadores-coletores a agricultores sedentarios.

Praticamente toda cultura na face da terra tem seu tipo de pão, ou algo que possa ser chamado dessa maneira. Há uma simplicidade na mistura basicamente de farinha, levedo e água até transmutá-los em algo belo e poderoso, capaz de saciar a fome de um povo.