sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Pãezinhos de minuto semi integrais


Scones integrais


Essa talvez seja a postagem mais rápida do Caldeirão, digo entre executar a receita, fotografar, editar e postar.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Layer Cake para meu aniversário



Layer Cake


Já comentei algumas vezes que não sou cozinheira profissional e nunca fiz nenhum curso de formação. Sinceramente, se tivesse que escolher, faria de confeitaria, que é minha paixão.

Apesar disso gosto de me arriscar. A liberdade que essa "não formação" me dá, de certa maneira, tira aquele receio da crítica, afinal - penso eu - se errar, não podem me julgar porque sou amadora, certo?

A internet abre um leque de informações para pessoas como eu. São receitas, tutoriais, dicas pra quem quer e sabe aproveitar. Dá para enriquecer seu repertório sem gastar nada, ou quase nada.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Sobre ciclos e o meu aniversário



Nasci no dia 8 do mês 8 às 8 horas e 8 minutos há 53 anos ( 5 + 3 = 8). Sempre que acontecem essas datas de aniversário cuja soma dá 8, eu e essa minha cabeça pirada imaginativa achamos que algum portal mágico irá se abrir para essa bruxa definitivamente passar desse para outro estágio. Enfim, o que será, será...

Brincadeiras à parte, de uns tempos pra cá, completar mais um ano de vida tem me feito mais reflexiva sobre algumas questões. Outro dia mesmo estava pensando sobre esses ciclos numa escala mais transpessoal. A natureza tem estações do ano, fluxo das marés, fases da lua e só o ser humano acha que pode ter controle sobre sua vida e atribui a si todo o mérito (ou infortúnio) que essa lhe reserva.

Sempre achei que existem coisas que não temos o menor controle sobre elas - também conhecidas por destino - e que o livre arbítrio é só uma questão de como lidamos com isso. Claro, existem graus de relevância nos fatos que compõem nossa existência nessa aventura terrena. Poderia arbitrar uma escala da menor para a maior importância tipo: 1) para aquelas coisas bem corriqueiras, como a roupa que vamos vestir ou o que fazer para o jantar 2) se vamos começar uma dieta ou trocar de carro 3) mudar de emprego ou cidade. Até aqui temos um poder de escolha aparentemente sem nenhuma mão do destino mas, aí chegamos no grau 4) se vamos ou não ter filhos, que por mais que você ache que está no comando da decisão, sempre têm fatores que podem impedir se você quer tê-los ou surpreender se você não quiser; e o último 5) aquele que não temos nenhum controle, o que diz respeito às perdas inevitáveis. 

É sobre esses últimos estágios que falei que acredito que o nosso poder de decisão (ou livre arbítrio) está em como reagimos quando a vida nos traz algo que não estávamos esperando. Se encaramos com resignação e aceitamos como parte do pacote que faz parte do nosso aprendizado ou se nos rebelamos e entramos num processo auto destrutivo ou depressivo.

Quero contar algo que li em um post nas redes sociais. Resumidamente era como saber "suportar a noite". Simbolicamente fazia uma comparação com o dia que sempre chega após o período da escuridão. Que nesse tempo, a nossa virtude é saber que só podemos contar com nós mesmos com nossa firmeza e paciência. A luz chegará, independentemente de quão longa, escura ou aparentemente interminável foi a noite. Chegará mesmo que por momentos pareça que durará para sempre. Esse é o ciclo natural, a alternância do ruim e do bom, do pesado e do leve, do pesar e do prazer.

Os ciclos que a natureza nos apresenta são para nos dar uma prova de que às vezes o refluxo da maré é importante para que ela ganhe impulso na sua cheia. Que a lua nova em alguns dias estará exuberante e clara novamente. Os sábios dizem: não há mal que sempre dure, nem bem que nunca termine.

Nós, brasileiros, estamos gastos e desencantados da nossa noite longa e fria. Que simbolicamente esses jogos Olímpicos no nosso país sejam uma retomada da nossa alegria, esperança, fé e garra. Que saibamos nos valorizar como uma nação forte, corajosa, que clama por paz e justiça.  

Pois nesse meu aniverário, o presente que estou dando a mim mesma, é começar a notar os primeiros brilhos da aurora...


(a receita do bolo da foto será postada em breve)

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Cinnamon Rolls & "Coisas Estranhas"


Cinnamon Rolls


~Sobre coisas estranhas, que não é a receita

A nova série Netflix "Strangers Things" ("Coisas Estranhas", 2016) - que em poucos dias tornou-se um dos assuntos mais comentados da internet e arrebanhou milhões de fãs pelo mundo afora - obviamente também deu margem a muitas teorias do porquê de seu meteórico sucesso. 

Para mim, cinéfila assumida, as referências a filmes da década de 80, o universo infanto-juvenil, a música nostálgica, o enredo com direito a sustos e a boa atuação de jovens atores até então desconhecidos (por mim, pelo menos) já teriam sido suficientes. Porém, assisti aos 8 episódios da temporada em dois dias e teria assistido a mais uns 40 sem parar por um motivo um pouco mais pessoal. Não se preocupe em prosseguir lendo, não darei spoiler para quem ainda não assistiu, o motivo desse post é outro. 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Repolho assado & o Sr. Reino Vegetal


Repolho assado

Sei que alguns leitores nem percebem que esse é um blog cujas receitas salgadas são vegetarianas. Acredito que em parte é porque trago muito mais receitas doces (porque adoro e acho que as boas mereçam ser compartilhadas) além de pães, minha outra paixão.

Fato é que preparo todos os dias comida salgada para as refeições principais. Muitas vezes saem receitas no improvisso e confesso que são tão simples que fico envergonhada que trazê-las para um post.

Porém, hoje quero falar sobre o conceito de comida vegetariana, ou melhor, de preparo dos vegetais que preservem não só seu sabor como suas propriedades nutricionais. Vou pegar emprestada a retórica do chef Alberto Landgraf (que não faz comida vegetariana propriamente, entendam) mas que é uma das pessoas que conheço que acredito que consiga elevar os vegetais a um outro patamar de culinária. Ele e sua equipe estudam e elaboram pratos a partir de novas técnicas e experimentos. 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Pavlovas de amarena com chantilly e kiwi

Pavlovas de amarena com chantilly e kiwi


Capítulo de hoje: A boa e velha história recorrente das claras de ovo deixadas de lado na geladeira.

Sim, às vezes fazemos um doce que utiliza parte dos ovos - ou as claras ou as gemas - e a inevitável sobra fica martelando na consciência se não a utilizamos. Costumo congelar as claras, mas quando essas somam uma quantidade que de antemão sei que não as utilizarei em tempo normal, então invento algo para não disperdiçá-las. Foi assim que resolvi fazer esse doce, tão aprecidado em casa.

A primeira vez que vi uma receita de Pavlova  (espécie de suspiro com o interior macio e incrementado por uma cobertura exuberante) foi com a musa Nigella Lawson em um de seus programas de TV. Naquela época, assisti ao lado de minha filhota - pequenininha então - e essa cresceu os olhos por essa sobremesa.